( o vídeo foi realizado pela FNAJ )


Participação da Associação Terra Viva ! A.E.S no 15º ENAJ















Algumas fotos do trilho de descoberta realizado no dia 9 de Abril no âmbito do Programa "Caminhar c' a Gente " , uma iniciativa da  Associação Terra Viva ! A.E.S.
O trilho foi realizado nas serras de Pias e Castiçal, Campo, Vinhas , alto do Castelo, Fundão, Cova da Orca , Couce e Valongo.


























Visita à Citânia de Sanfins de Ferreira - Paços de Ferreira








Estivemos no domingo, 19 de Março 2017 na Citânia de Sanfins de Ferreira. Viemos a pé da Feira do Cô, passando por Eiriz, Real, Redundo, Devesa do Abade e entrámos nas muralhas da Citânia através do Monte do Lavradio (vertente Leste da Citânia, junto à ruína balneário/sauna da Citânia). O domingo era soalheiro e a zona da Citânia estava com bastantes visitantes. Após merendarmos debaixo de um velho sobreiro, observámos melhor o local: o núcleo familiar que havia sido várias vezes reconstruído nos anos 80 e 90, tinha ardido há cerca de 2 anos e estava destruído; aqui e além, nalguns casos no centro das ruínas das casas castrejas, o terreno estava queimado, como se tivessem feito queimadas por todo o lado; havia lixo espalhado por vários locais e de papeleiras ou locais onde os visitantes pudessem deixar os restos das merendas, nem sinais; os outrora existentes paineis explicativos sobre a importância arqueológica daquele local, desaparecidos; o antigo café que funcionou durante vários anos, junto ao parque de estacionamento, onde também se distribuía informação aos visitantes sobre os mais de dois milénios de história deste local, fechado, abandonado; a estátua do guerreiro castrejo, uma réplica que durante vários anos existiu no local (o original está mais abaixo no Museu da Citânia de Sanfins de Ferreira) substituído por um boneco recortado em chapa de madeira...
Alguns de nós conhecemos este local há mais de 10 anos, quando a Câmara Municipal de Paços de Ferreira, tinha o cuidado de o manter com alguma defesa e dignidade, sobretudo graças ao trabalho das pessoas que ali se ocupavam da sua manutenção.
Agora, é a autêntica BALDA - ainda que por pessoas da vizinhança soubéssemos que os responsáveis (?...) pela edilidade se queixem de "falta de dinheiro"... Que diabo, Paços de Ferreira é conhecida como a capital do Norte da indústria mobiliária! Não há naquela edilidade e entre as várias associações populares locais quem possa despoletar campanha pela dignificação deste local?...
E a Universidade do Porto e o seu Curso de Arqueologia nada têm a dizer sobre isto?...
Recomendamos a visita ao Museu arqueológico da Citânia de Sanfins de Ferreira, como local importante de encontro com um espólio histórico e proto-histórico importante… Mas, cerca de 2Kms mais acima situa-se a Citânia. E mesmo se faltam os painéis indicativos do local, não é assim tão difícil lá chegar. A sua visita põe-nos em contacto com as nossas raízes culturais celtibéricas e castrejas.

NÃO AO ABANDONO E DESTRUIÇÃO DA CITÂNIA DE SANFINS DE FERREIRA!
Programa “Caminhar c’a Gente” – TERRA VIVA! Assoc. Ecologia Social - PORTO





ALMARAZ - notícia do JN em 28 de Janeiro de 1990...
A notícia / reportagem do JN é de há 27 anos...Entretanto em que é que
a situação se alterou (para pior) ?
 Leiam o artigo na página TEXTOS do Blog
Com as saudações antinuclearistas da TERRA VIVA! A.E.S.




                 COM TRUMP E ALMARAZ - TRINTA ANOS PARA TRÁS…

Há primeira vista que tem a ver o caporal Trump com Almaraz, perto da fronteira portuguesa, com a sua central nuclear obsoleta e o plano de construção de um centro de recuperação de resíduos nucleares? Há primeira vista, para quem esteja desprevenido, decerto, nada… Mas realmente  tem!  Mais que não fosse como sinal dos tempos actuais, sinal de que os do “oh tempo volta p´ra trás”, todos eles estão aí de novo (realmente nunca deixaram de estar…), dos racistas e militaristas mais empedernidos aos nuclearistas e anti-ecologistas mais cegos (pelo poder fascinante do dinheiro, do capital, afinal do PODER, sobre o planeta Terra e sobre a maioria da Humanidade).  Tempos de alguma confusão, não admira pois, que algumas gentes desejosas de pescar  em poluídas águas turvas venham de novo a terreiro…
O facto de a “recuperação” ou “reciclagem” dos resíduos nucleares das várias centrais nucleares pela Europa e pelo mundo fora, nada ter de “pacífico” (mas haverá nuclear “pacífico”?...) e ter como objectivo principal o fabrico de PLUTÓNIO  para as ogivas das bombas atómicas dos vários exércitos que adoptam esse tipo de armamento, pode-nos dar uma pequena ideia da ligação entre os interesses nuclearistas e armamentistas à escala mundial. Os resíduos nucleares uma vez transformados em plutónio constituem assim uma autêntica mina de ouro para os promotores da indústria nuclear, que naturalmente fornecerão os governos mais agressivos militarmente. Não são úteis é a causa da Paz e da Liberdade dos povos!...
E isto para além de cada central nuclear (em Espanha, no resto da Europa e no mundo) constituir por si só um perigo latente para as populações - lembremos THREE MILES ISLANDS, nos EUA-1979, CHERNOBIL , na Ucrânia-1986, TOKAIMURA, no Japão-1999, entre tantos outros…
Em Portugal, nos anos 80, por pressão das populações, de activistas libertári@s e anti nucleares (nos quais a Terra Viva se incluiu!) e da comunidade científica, a “opção nuclear” do “PEN” (Plano Energético Nacional), através do qual o/s governo/s de então pretendiam a construção de pelo menos 3 centrais nucleares em Portugal) foi rejeitada. Entretanto até meados dos anos 90, o perigo de o governo espanhol pretender construir um depósito de resíduos nucleares em Aldeadávila, às portas do Douro, mobilizou as populações e o movimento anti-nuclear dos dois lados da fronteira e o projecto foi suspenso.   Agora, de novo ALMARAZ …como há cerca de 30 anos , mas pior – pois além do funcionamento da central nuclear existente, já para além do prazo previsto, ainda se adiciona o projecto da central de recuperação de lixo nuclear.
Num momento em que a administração Trump move uma guerra suicida (suicida para a Humanidade, se calhar para ele não…) contra tudo quanto toca à mais básica defesa ambiental, desde as medidas para travar as alterações climáticas planetárias, à contaminante continuação da exploração petrolífera em grande escala, pondo assim em causa a própria preservação da espécie humana (para além de todo o desprezo demonstrado pelos mais elementares “Direitos Humanos”), a permanência e o desenvolvimento da indústria nuclear aqui ao lado, em Almaraz, ou no resto do mundo, embandeira em arco com as tendências belicistas e ecocidas do “führer” Trump do outro lado do Atlântico.
Com efeito já não é possível, ao contrário do que defendem alguns “amigos do ambiente”, separar as ameaças que pairam ao nível local como ao global sobre o planeta e a sua população, da gula das grandes empresas e dos seus gestores, do CAPITAL internacional e dos chefetes ao seu  serviço nos vários Estados, que encaram o planeta como uma vulgar “fonte de recursos económicos” (dele$) e a humanidade como fonte de recursos humanos e de mão de obra barata (também dele$).
Razão tinham os índios norte-americanos quando diziam:  “Quando o último rio secar, quando o último peixe e o último animal se forem, dareis conta que não se pode comer dinheiro”…
E é por isso que hoje, como há trinta ou quarenta anos atrás, A RESISTENCIA DOS POVOS, aqui e no mundo inteiro está na ordem do dia, das novas às mais antigas gerações de activistas.
O planeta Terra e a humanidade, na sua maravilhosa diversidade, são belas demais para que alguns chalados se permitam destruí-las.
Os Trumps e outros “trampas” , os Almarazes e o CAPITALISMO -a “coisa” mais anti-ecológica que há - NÃO PASSARÃO!
A RESISTÊNCIA dos Povos do mundo está na ordem do dia! ACTIVÊMO-NOS!
De novo: “MAIS VALE HOJE ACTIV@S QUE AMANHÃ RADIOCTIV@S!”.

Grupo  de Trabalho INTERVENÇÂO SOCIAL da
TERRAVIVA!/Terra Vivente – Associação de Ecologia Social

Porto, 3 de Fevereiro 2017